Khashoggi, a Casa Branca e Ronaldo
Trump disse que o que sabemos que aconteceu a um jornalista nunca aconteceu. E Cristiano Ronaldo não é só futebolista - também é dono de um grupo de media.
Trump disse que o que sabemos que aconteceu a um jornalista nunca aconteceu. E Cristiano Ronaldo não é só futebolista - também é dono de um grupo de media.
Só com muita candura não se constatará que o capitão da selecção portuguesa esteve em Washington noutra qualidade que não a de embaixador dos sauditas.
O presidente dos Estados Unidos e o príncipe saudita mantêm uma relação próxima que não foi abalada nem pelas questões de jornalistas relativas à morte do jornalista Jamal Khashoggi.
O presidente dos EUA, Donald Trump, recebeu, na terça-feira, o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, na Casa Branca.
"É apropriado, senhor Presidente, que a sua família faça negócios na Arábia Saudita enquanto é Presidente? Isso não configura um conflito de interesses?", questionou a repórter.
O presidente norte-americano, Donald Trump, recebeu, esta terça-feira, o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, em Washington D.C.. Esta é a primeira visita do príncipe à Casa Branca desde o assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, por agentes sauditas em 2018.
O príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, afirmou, esta terça-feira, que o seu país vai aumentar os seus compromissos financeiros com os EUA de 600 mil milhões para um bilião de dólares.
Durante o mandato de Joe Biden, oficiais de inteligência norte-americana divulgaram um relatório a concluir que o príncipe herdeiro tinha ordenado o assassinato do crítico do regime saudita.
Seleção Nacional garantiu apuramento para o Mundial 2026 que vai decorrer na América do Norte.
Na terça-feira Trump referiu que está a planear o fim das sanções contra a Síria "para lhes dar uma chance de grandeza". Em causa estará a facilitação do acesso dos norte-americanos ao petróleo sírio e a normalização das relações com Israel.
Tem ao seu dispor um jato privado, segurança e uma mansão de três pisos no melhor bairro de Riade. Nos tempos livres, joga padel e vai a banhos no Mar Vermelho. “Deita-se cedo, apanha luz natural de manhã, cumpre o plano de nutrição, monitoriza todos os detalhes do seu corpo, faz um pré-treino e quer ganhar cada peladinha no treino”, diz Vítor Severino, que o treinou no Al-Nassr.
[A democracia] nem sempre resiste a tudo. É um regime difícil, antinatural, exigente, não tem nenhum acordo com a eternidade, depende de quem a defenda. Talvez sobreviva ao que aí vem, mas só quem percebe bem demais Trump e não quer alimentar a sua vaidade, o seu poder e a sua bolsa, o pode fazer
O relatório da Organização Europeia-Saudita para os Direitos Humanos refere que, só no ano passado, foram executados 22% do total de 1.585 pessoas executadas desde que o rei Salman bin Abdulaziz chegou ao poder, em 2015.
Já começaram as críticas ao Mundial na Arábia Saudita, em especial relacionadas com as violações dos direitos humanos e com as más condições que muitos trabalhadores migrantes vão enfrentar. Para lá disso, também vai reinar a hipocrisia e a indiferença: os adeptos não vão deixar de ir aos estádios, tal como aconteceu no Qatar; e os vencedores de 2034 vão festejar na rua com o povo, tal como os milhões de argentinos que receberam a seleção em Buenos Aires, em 2022.
O diretor do projeto saiu sem explicações. Projeto avaliado em 500 mil milhões de dólares integrava cidade espelhada de 170 quilómetros de comprimento.
Jordan Henderson não se importou de perder 8 milhões de euros para ir embora, Benzema e Firmino também querem sair. O novo Eldorado do futebol já não agrada aos jogadores, que se queixam do calor e da humidade, da "pouca seriedade" dos dirigentes e até dos estádios sem público.